Tem dias que me impressiono comigo mesma, os dias que a alegria toma meu peito e a minha única vontade é de arrancar sorrisos bobos das pessoas ao meu redor. Que as brincadeiras saem da minha boca sem esforço algum, e que os sorrisos não são forçados e nem tampouco um gesto para enganar as pessoas. São os dias que nada é capaz de me derrubar, que aparento estar forte mesmo não estando, que me sinto forte pois há uma voz em minha cabeça dizendo continuamente ” você é forte garota, então seja feliz “, essa voz toma todo o meu corpo, congela a parte escura da minha alma, pincela o meu coração com cores vivas e chamativas, cores que de alguma forma diferente mantém meu sorriso com um brilho que por pouco não pode ser tirado. Eu queria entender. Queria me entender. Entender essa bagunça de sentimentos e emoções, de dores e sensações. Queria descobrir o que as vezes me mantes tão intensamente bem, disposta a fazer tudo e falar tudo o que me der na telha. Queria decifrar essas coisas ruins que supostamente tirar todo o calor do sol de mim, que mantém a constelação sem a o brilho intenso da lua, que congela todo o meu peito. Tem dias que a tempestade me da medo, é tenebrosa, tão barulhenta e repugnante, não é comum, não vista para todos, ela é sentida. Sentida por mim. Tão fria e barulhenta, confunde minha mente, abre a porta dos meus medos e trancafiam as janelas dos meus sonhos e esperanças insanas. Me deixa tão frágil, faz com que a solidão se aposse de mim, faz com que eu me prenda a pequenos detalhes, ao passado e a você. Lembranças, lembranças e mais lembranças, meus gritos de socorro em silêncio, como um nó em minha gargante, um nó que não se afrouxa, um nó que me sufoca. Francine Sanches ( frio-de-paris )
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